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Balões de monitoramento dos Jogos são doados à PM e à Guarda Municipal do Rio

Oitenta profissionais das duas corporações serão treinados a partir de 19 de outubro. Os quatro equipamentos, com câmeras que alcançam 10km2, poderão ser usados no dia a dia da cidade antes do megaevento.

A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge-MJ) recebeu, nesta semana, os quatro balões que serão usados nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para monitoramento das regiões de competição (Barra, Deodoro, Copacabana e Maracanã).

Tecnicamente chamados de Aeróstatos de Monitoramento Persistente de Grandes Áreas, os equipamentos serão doados à Polícia Miliar e à Guarda Municipal para uso nas operacionais cotidianas do Rio de Janeiro antes do megaevento. A primeira turma de profissionais será capacitada de 19 de outubro a 4 de novembro deste ano.

“Os balões têm um conjunto de treze câmeras com capacidade bastante diferenciada e que trabalham a 200m de altitude. Elas formam um mosaico de imagens que cobrem uma área de dez quilômetros quadrados. O recebimento foi feito quase um ano antes (dos Jogos), justamente para treinar equipes e entender os melhores usos e localidades para o equipamento”, explicou Daniel Russo, assessor da Coordenação Geral de Projetos de Tecnologia da Informação da Sesge.

Russo acrescentou que os balões de hélio têm 72h de autonomia, sem necessidade de recarga. As imagens descem por fibra ótica pelo próprio cabo que sustenta cada balão e são armazenadas também por 72h.
Testes estão sendo realizados no Jockey Club Brasileiro, na capital fluminense, antes de os balões serem oficialmente doados à PM e à Guarda Municipal. Ao todo, serão oitenta profissionais treinados, sendo seis turmas de dez alunos da PM (que receberá três balões) e duas turmas de dez integrantes da Guarda (um balão).

“O ganho operacional disso é que os comandantes das Forças de Segurança Pública conseguem direcionar as suas equipes em solo para qualquer tipo de situação, desde um acidente de trânsito até uma perseguição ou incêndio”, disse Daniel Russo.

A capacitação ficará por conta da empresa Altave, de São José dos Campos (SP), que venceu a licitação, no valor de R$ 23.154.000, incluindo o fornecimento dos equipamentos e também o treinamento dos profissionais que irão operá-los.

“Competimos com empresas francesas e americanas, mas, para os requisitos, tínhamos mais conhecimento e capacidade de desenvolver o projeto no prazo que foi dado e com as características que foram pedidas. É a primeira vez que esta tecnologia será empregada em um evento no mundo. Tecnologia parecida só foi usada antes em bases militares no Oriente Médio”, disse Bruno Avena, diretor e fundador da Altave.

As imagens poderão ser monitoradas nos Centros Integrados de Comando e Controle (CICC), incluindo as unidades móveis. Para que os balões possam operar, as corporações devem solicitar à Aeronáutica a emissão da NOTAM.
“É uma notificação de exclusão de voo de qualquer outro objeto. Com a NOTAM emitida para o Jockey Club, por exemplo, os helicópteros precisam respeitar uma área delimitada para pouso. Mas os balões não vão ser utilizados em locais que possam acarretar prejuízo operacional a aeroportos ou aeródromos do Rio”, explicou Daniel Russo.

Fonte: Carol Delmazo, brasil2016.gov.br

04/05/2016


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